Alavancagem patrimonial é o uso dos bens já possuídos, como imóveis ou outros investimentos, para obter crédito ou financiamentos, sem a necessidade de vendê-los. O objetivo é conseguir capital adicional para investir em novos ativos que tragam retorno superior ao custo da dívida contraída.
Na prática, o patrimônio serve como garantia para empréstimos, que podem ser usados para ampliar investimentos e aumentar a renda passiva.
O investidor refinancia um imóvel, por exemplo, para liberar um montante em dinheiro. Esse valor pode ser aplicado na compra de novos imóveis, ações, ou em melhorias que valorizem os ativos. A expectativa é que os rendimentos gerados sejam maiores que os juros pagos ao banco ou instituição financeira.
A alavancagem também pode ocorrer via consórcios, que não cobram juros, mas apenas taxa de administração, tornando-se uma alternativa para planejar investimentos sem o custo financeiro dos financiamentos tradicionais.
Suponha que um investidor tenha um apartamento avaliado em R$ 500 mil e consiga refinanciar 70% desse valor, liberando R$ 350 mil. Com esse montante, ele compra outro imóvel para aluguel, que rende mensalmente um valor superior às parcelas do financiamento. Assim, o patrimônio cresce e a renda passiva se amplia, sem necessidade de aporte inicial maior.